Suspeito de aplicar golpes em vários estados é preso em flagrante dentro do Bradesco de Canarana
Assessoria PJC MT
A Polícia Judiciária Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, um homem com diversas passagens criminais em todo o país por estelionato, após ele apresentar uma carteira de identidade falsa dentro de uma agência do Banco Bradesco, em Canarana (MT), com o objetivo de viabilizar abertura de conta vinculada a crédito de salário, segundo a documentação policial.
De acordo com o boletim, a ação começou a partir de denúncia anônima informando que um indivíduo estaria na cidade portando documentos falsos com intenção de aplicar golpes. A denúncia descrevia um homem de pele branca, cerca de 1,85 m, cabelos pretos, barba cheia e tatuagens nos braços, visto nas proximidades de agências bancárias. Com base nessas informações, a equipe da Polícia Civil realizou diligências na região central e localizou o suspeito no interior da agência do Bradesco, onde ele estava em atendimento.
Durante a abordagem, o homem apresentou aos policiais uma carteira de identidade falsa. A checagem em sistemas oficiais indicou inconsistências: a fotografia vinculada ao documento não correspondia à pessoa abordada, o que, para a autoridade policial, evidenciou a materialidade do crime de uso de documento falso. Além disso, foi apreendido um documento particular descrito como comprovante de renda/solicitação de abertura de conta em nome de empresa privada, apontado como ideológica e materialmente inverídico e destinado a induzir a instituição financeira a erro, hipótese enquadrada como falsificação de documento particular.
Ainda segundo o boletim, o conduzido afirmou ser C.C.N.F. e informou ter nascido em Iporá (GO). O registro também aponta que, diante do cenário, foi necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e evitar fuga, e que o suspeito teria apresentado resistência e tentativa de evasão no momento da intervenção. Além dos documentos, a Polícia Civil apreendeu um telefone celular Samsung (modelo A16, cor branca).
No despacho que embasou a formalização do flagrante, a Delegacia de Canarana reforçou que o delito de uso de documento falso (art. 304 do Código Penal) é considerado crime formal e se consuma no ato de utilização do documento perante terceiro, independentemente de obtenção de vantagem. O procedimento também cita entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a apresentação do documento falso a pedido da autoridade policial não descaracteriza o crime nem configura “flagrante preparado”, além de registrar que a prova da falsidade não depende exclusivamente de exame pericial quando houver outros elementos probatórios idôneos.
Com o conjunto inicial de informações, a autoridade policial determinou a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante por uso de documento falso (art. 304 do CP) e falsificação de documento particular (art. 298 do CP), além da formalização do auto de apreensão e do encaminhamento da identidade falsa e do documento particular para a Politec. Também foram determinadas oitivas formais dos policiais que atuaram na abordagem e de testemunhas, especialmente funcionários da agência, além de requisição de informações ao banco para complementar a apuração.
A investigação ainda incorporou um dado relevante para o “mapa” do caso: após contatos com outras unidades policiais, foi informado que o mesmo suspeito teria estado no dia anterior (13 de janeiro de 2026) em Iporá (GO), também no interior de uma agência do Bradesco, tentando praticar golpes de natureza semelhante mediante uso de documentos falsos, o que, para a Polícia Civil, indica reiteração de conduta e possível continuidade delitiva, ponto que será aprofundado com novas diligências e cruzamento de informações. O suspeito, já havia sido preso em MG pela mesmo crime.
A Polícia Civil destacou ainda que a apuração contou com apoio de unidades de outros estados, em especial da AOp/15° BPM (Patos de Minas – PMMG) e da ALI do 12° BPM/20° CRPM (PMGO), que auxiliaram no compartilhamento de informações e no cruzamento de dados relevantes para a identificação do suspeito e do possível histórico de atuação em diferentes localidades.
A PJC informa ainda que o homem pode ter praticado crimes em outras cidades da região e orienta empresas que possam ter sido lesadas por alguma prática delituosa envolvendo o suspeito, que entrem em contato com a PJC de Canarana através do Whats App: (63) 98436-7376.












Comentários (0)
Comentários do Facebook