Quatro Novas Espécies de Cogumelos Coloridos São Descobertas no Parque Estadual do Cristalino
Pesquisadores identificaram quatro novas espécies de cogumelos no Parque Estadual do Cristalino, em Mato Grosso, revelando a rica biodiversidade da região.
Pesquisadores identificaram quatro novas espécies de cogumelos no Parque Estadual do Cristalino, situado entre os municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, a aproximadamente 315 e 261 km de Sinop, respectivamente. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na mais recente edição da revista internacional Phytotaxa.
As novas espécies pertencem ao gênero Hygrocybe e apresentam características distintas, principalmente em relação à coloração e formato. A Hygrocybe cristalinoensis se destaca pela coloração verde-escura intensa, com uma pequena abertura central no chapéu e bordas esbranquiçadas. A Hygrocybe viridilacerata possui uma coloração verde mais vibrante, com um chapéu elevado no centro e lâminas esbranquiçadas.
A Hygrocybe pegleri é caracterizada por um chapéu amarelado a alaranjado, apresentando pequenas escamas marrons, e uma haste que pode ultrapassar 15 centímetros. Já a Hygrocybe vinaceosquamulosa se diferencia pela coloração que varia entre tons de roxo, vinho e rosa, além de uma superfície escamosa.
Para confirmar que se tratava de espécies ainda não descritas, os pesquisadores realizaram análises físicas e exames genéticos dos cogumelos. Os resultados possibilitaram a diferenciação das novas espécies em relação às já conhecidas, além de estabelecer suas relações evolutivas. As coletas que fundamentaram a pesquisa foram realizadas principalmente em 2018 e 2019, com exemplares fotografados, analisados em laboratório e preservados em uma coleção científica.
O trabalho contou com análises de DNA para a identificação das espécies. O Parque Estadual do Cristalino é administrado pela Fundação Ecológica Cristalino e abriga o projeto Fungos do Cristalino, criado em 2015, que já documentou mais de 1,3 mil coletas de fungos, contribuindo para o conhecimento da biodiversidade local.
Os pesquisadores ressaltam que a diversidade de fungos na Amazônia brasileira ainda é pouco estudada. A descoberta evidencia a importância da preservação das áreas florestais, especialmente no sul da Amazônia, que enfrenta desafios devido ao desmatamento. O estudo alerta que espécies desconhecidas podem desaparecer antes de serem identificadas pela ciência.
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de instituições de pesquisa dos Estados Unidos e do Canadá, incluindo os brasileiros Juli Simon Cardoso, Maria Alice Neves e Jadson Oliveira.







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