Política

Auditores do TCE assumem relatorias após afastamento de conselheiros em operação da PF

Em reunião, o vice-presidente do TCE, Waldir Teis, garante continuidade dos trabalhos após afastamento de conselheiros por ordem judicial.

Auditores do TCE assumem relatorias após afastamento de conselheiros em operação da PF

Nesta segunda-feira (2), o vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Waldir Teis, conduziu uma reunião com chefes de gabinetes e representantes das áreas técnicas para garantir a continuidade das atividades do tribunal. O encontro foi convocado em resposta à Operação Tomada de Contas da Polícia Federal, que resultou na prisão do presidente do TCE, Sérgio Ricardo, e no afastamento dos conselheiros José Carlos Novelli, Guilherme Maluf e Alisson Alencar.

Durante a reunião, Teis enfatizou a importância de assegurar que, apesar do afastamento judicial dos conselheiros, todas as medidas necessárias serão tomadas para evitar qualquer interrupção nas atividades e atrasos na tramitação dos processos de controle externo. Também estiveram presentes os conselheiros Antonio Joaquim e Campos Neto.

Como parte das ações imediatas, os auditores substitutos de conselheiro Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira e Isaías Lopes da Cunha foram designados para assumir as relatorias dos processos que estavam sob a responsabilidade dos conselheiros afastados. O TCE informou que não haverá mudanças no quadro funcional dos gabinetes ou nas áreas técnicas.

Waldir Teis também confirmou que todas as providências serão adotadas para garantir o cumprimento das ordens judiciais. Ao longo da semana, novas reuniões estão programadas para discutir questões administrativas e operacionais relacionadas ao tribunal.

A Operação da PF investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e pagamentos a servidores do TCE. A investigação se concentra em indícios de que a suspensão de contratos foi utilizada como um mecanismo de pressão sobre fornecedores e para favorecer a liberação de recursos públicos. Além disso, estão sendo apuradas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas entre servidores públicos e saques recorrentes em espécie, que podem indicar conexões entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do TCE.

Durante a operação, foram apreendidos dinheiro, joias, relógios e carros de luxo. Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.