Justiça de MT torna réus missionária e mais cinco por suposta conexão com facção criminosa
A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus a missionária Rhavenna Barcelos e mais cinco indivíduos investigados por supostas ligações com uma facção criminosa.
A Justiça de Mato Grosso, através da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) e tornou réus a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e mais cinco pessoas. A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra.
Os réus incluem Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velho”, “Velhote” e “Chapa”; Orminda Carlos de Barcelos Almeida, mãe de Rhavenna; Rhuan Barcelos da Conceição; Anatany Nina de Barcelos Souza Alves; e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Rhavenna, Renildo e Orminda teriam atuado como parte de um núcleo da facção criminosa entre janeiro de 2024 e julho de 2026. Eles enfrentam acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto os outros três réus respondem apenas pela lavagem de dinheiro.
A investigação revelou que Rhavenna e sua mãe usavam sua atuação na Equipe de Evangelismo Resgatando Vidas, que realiza visitas religiosas em unidades prisionais, para estabelecer contato com membros da facção. O Ministério Público afirma que essa estrutura foi utilizada para facilitar comunicações e movimentações financeiras ligadas ao crime organizado.
O juiz considerou que a denúncia possui indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal. É importante ressaltar que o recebimento da denúncia não implica em condenação, mas marca o início do processo formal contra os acusados.
O pai de Rhavenna, o pastor Nivaldo de Almeida, também foi investigado, mas não foi denunciado devido à sua morte em 5 de setembro. Rhavenna permanece em prisão preventiva, e os seis réus serão notificados para apresentar suas respostas à acusação dentro do prazo estipulado pela Justiça.
















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