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Defensoria Pública de MT Aciona Justiça para Indenização de R$ 200 Mil à Energisa por Falhas na Energia

A Justiça determinou que a Energisa realize uma inspeção técnica na Comunidade Nicolau, em Rosário Oeste, após pedido da Defensoria Pública do Estado, que busca solucionar problemas de energia que afetam famílias da região.

Defensoria Pública de MT Aciona Justiça para Indenização de R$ 200 Mil à Energisa por Falhas na Energia

A Justiça acatou o pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso e ordenou que a concessionária Energisa execute uma inspeção técnica na Comunidade Nicolau, localizada em Rosário Oeste, a 104 km de Cuiabá. A medida deve ser realizada no prazo de 15 dias e visa resolver um histórico de quedas frequentes e oscilações de tensão que têm prejudicado a rotina das famílias residentes na zona rural.

Como forma de garantir a eficácia da decisão judicial, a Defensoria solicitou a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento por parte da empresa. Além disso, a ação civil pública inclui um pedido de indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos. Os moradores afetados também poderão pleitear ressarcimentos individuais por danos materiais, como equipamentos danificados.

A ação foi protocolada pelo defensor público Rodrigo dos Anjos Barroso Mattos no dia 20 de outubro. No documento, a Defensoria destacou que cerca de 18 famílias na parte mais distante da comunidade dependem de um único transformador, que é insuficiente para atender a demanda elétrica das residências. Essa precariedade obriga os moradores a adotarem um racionamento informal, onde é necessário desligar eletrodomésticos, como freezers e geladeiras, para usar outros aparelhos, como chuveiros elétricos.

Além das frequentes perdas de eletrodomésticos, as oscilações de energia afetaram o acesso à água potável em junho deste ano, quando a baixa voltagem, que chegou a 80 volts, impediu o funcionamento da bomba de um poço comunitário em fase de instalação. O defensor público ressaltou a gravidade da situação, afirmando que o acesso à energia elétrica é uma garantia básica de cidadania. “Em pleno 2026, causa espanto que comunidades ainda não tenham o serviço de energia adequadamente prestado”, enfatizou Mattos.

Com a decisão favorável da Justiça, a Energisa deverá realizar uma fiscalização presencial e instalar dispositivos de monitoramento contínuo da tensão nas residências da localidade por pelo menos sete dias. A partir dos diagnósticos, a empresa deverá apresentar relatórios que indiquem as causas dos problemas e implementar as adequações necessárias na rede, como o redimensionamento da fiação e a substituição do transformador.