Rio das Mortes registra forte queda no nível da água e acende alerta na região

Rio das Mortes registra forte queda no nível da água e acende alerta na região
Foto: Reprodução

Por: Adailson Pereira c/ Notícias Interativa

 

O Rio das Mortes, um dos principais cursos d’água do Araguaia-Tocantins, voltou a apresentar queda significativa no nível de água, chamando a atenção de moradores e autoridades locais. Na manhã desta quinta-feira, a medição realizada na ponte que liga Nova Nazaré a Cocalinho marcou 2,39 metros, valor que reforça a tendência de redução registrada ao longo dos últimos meses.

 

De acordo com a moradora Claudina da Silva, que acompanha diariamente os dados da Estação Hidrometeorológica Nacional, o cenário atual é preocupante. No dia 10 de outubro, o nível do rio já havia baixado para 2,07 metros, um dos menores patamares do ano.

 

A comparação com períodos anteriores evidencia ainda mais a gravidade da situação. Em 18 de janeiro deste ano, o Rio das Mortes atingiu o maior nível registrado no século, chegando a 7,74 metros após fortes chuvas na região. A diferença de mais de cinco metros entre janeiro e o atual período seco demonstra a intensidade da estiagem.

 

Outro dado que reforça o impacto da falta de chuvas é o comparativo com o ano passado: nesta mesma época, o rio marcava 4 metros, ou seja, 1,61 metro acima da medição atual. A redução expressiva indica que choveu muito menos em 2025, afetando diretamente o volume do rio e causando apreensão entre pescadores, ribeirinhos e produtores rurais.

 

Especialistas apontam que a queda no nível dos rios da região pode estar associada a fenômenos climáticos como El Niño e ao comportamento irregular das chuvas. A baixa profundidade afeta a navegação, prejudica ecossistemas aquáticos e pode comprometer o abastecimento de comunidades que dependem diretamente do Rio das Mortes.

 

Moradores aguardam novas chuvas para os próximos dias, na expectativa de que o nível volte a subir e traga mais segurança às atividades econômicas e à preservação do rio. Enquanto isso, o monitoramento segue constante, reforçando a importância de atenção e planejamento para enfrentar o período de estiagem.