Barra do Garças arrecada quase R$ 63 milhões nos dois primeiros meses de 2026

Dados do Impostômetro apontam volume expressivo de tributos recolhidos até 26 de fevereiro e levantam debate sobre aplicação eficiente dos recursos públicos.

Barra do Garças arrecada quase R$ 63 milhões nos dois primeiros meses de 2026
Foto: Reprodução

Semana 7

 

O município de Barra do Garças arrecadou aproximadamente R$ 63 milhões entre 1º de janeiro e 26 de fevereiro de 2026. Os dados são do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo, que contabiliza os valores recolhidos pelas três esferas de governo.

O Impostômetro considera todos os tributos pagos pela população impostos, taxas e contribuições incluindo multas, juros e correção monetária. Para o cálculo da arrecadação federal, são utilizados dados da Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal, Tribunal de Contas da União e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já as receitas estaduais têm como base informações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), das Secretarias Estaduais de Fazenda, Tribunais de Contas e do Tesouro Nacional.

No âmbito municipal, os números são obtidos junto à Secretaria do Tesouro Nacional, aos próprios municípios que divulgam dados conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal e aos Tribunais de Contas estaduais.

Para estimar valores ainda não divulgados oficialmente, o Impostômetro utiliza a arrecadação do mesmo período do ano anterior, atualizada com o índice médio de crescimento dos tributos nos três anos anteriores. As projeções futuras seguem a mesma metodologia, com ajustes sazonais.

O que representa esse volume?

Um montante de R$ 63 milhões é expressivo para um município de porte médio e, se convertido integralmente em investimentos públicos, poderia gerar impactos estruturais relevantes.

Na saúde, por exemplo, o valor poderia viabilizar a construção de uma unidade hospitalar de médio porte, a implantação de uma UPA 24 horas ou a modernização de unidades básicas com aquisição de equipamentos como tomógrafo e raio-x digital.

Na educação, o recurso permitiria a construção de novas escolas e creches, ampliação de estruturas existentes, climatização de salas e investimentos em tecnologia educacional.

No setor habitacional, poderia resultar na construção de centenas de moradias populares com infraestrutura completa, reduzindo o déficit habitacional.

No que diz respeito à infraestrutura urbana, o valor seria suficiente para pavimentação e recapeamento de vias, implantação de sistemas de drenagem e modernização da iluminação pública.

Especialistas destacam, no entanto, que o impacto real desses recursos depende da qualidade do planejamento, da eficiência na execução, da transparência na aplicação e da fiscalização.

Bem aplicados, R$ 63 milhões podem transformar a realidade de uma cidade; mal geridos, tornam-se apenas mais um número nas estatísticas da arrecadação.