Arma suspeita de ligação com série de assassinatos em Querência e Canarana é apreendida pela Polícia Civil enterrada em região de mata

Pistola calibre 9 mm foi encontrada escondida em uma área de mata na cidade vizinha de Canarana, junto com quase quatro quilos de drogas, e pode esclarecer até oito homicídios na região.

Arma suspeita de ligação com série de assassinatos em Querência e Canarana é apreendida pela Polícia Civil enterrada em região de mata
Foto: PJC MT

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A Polícia Judiciária Civil apreendeu, na tarde desta sexta-feira (29), uma quantidade expressiva de entorpecentes e uma arma de fogo escondidos dentro de um galão, em uma área de mata a cerca de cinco quilômetros do perímetro urbano de Canarana (MT). A operação retirou de circulação quase quatro quilos de drogas e uma pistola calibre 9 milímetros, apontada pelas investigações preliminares como a possível arma utilizada em uma série de assassinatos na região do Vale do Araguaia.

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O material ilícito foi localizado em uma rota conhecida como Estrada da Hípica, no trecho que dá acesso ao aterro sanitário da cidade. Durante as varreduras no local, os investigadores encontraram dois quilos de cloridrato de cocaína — a forma mais pura e comercialmente valiosa da droga —, além de um quilo de crack e 700 gramas de maconha. O esconderijo em área de difícil acesso indica uma estratégia de fracionamento e armazenamento por parte de grupos ligados ao tráfico local.

O desdobramento mais crítico da operação, no entanto, concentra-se na apreensão da pistola. De acordo com o delegado Diogo Jobane, responsável por coordenar a ação, há suspeitas fundamentadas de que a arma de calibre restrito tenha sido empregada na execução de pelo menos oito homicídios recentes na região. Os crimes sob análise da inteligência policial ocorreram tanto em Canarana quanto no município de Querência, o que sugere a atuação contínua de um mesmo grupo criminoso operando em ambos os territórios.

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A arma apreendida será agora encaminhada para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O exame de confronto microbalístico — que compara as ranhuras dos projéteis recolhidos nas cenas dos crimes com o cano da pistola — será determinante para confirmar as suspeitas. A Polícia Civil mantém as investigações em andamento para identificar os proprietários do esconderijo e mapear a rede responsável pelos entorpecentes e pelas execuções.