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Justiça torna réus 10 suspeitos de integrar núcleo financeiro do facção criminosa em MT

Decisão envolve investigados na Operação Replay por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa; outras sete pessoas tiveram as investigações arquivadas.

Justiça torna réus 10 suspeitos de integrar núcleo financeiro do facção criminosa em MT
Foto: TJMT

Semana 7

A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra dez pessoas suspeitas de integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa no estado. Os investigados passaram à condição de réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A decisão foi assinada na segunda-feira (19) pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Entre os denunciados está Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "WT", apontado pela Polícia Civil como responsável pelas finanças da facção criminosa.

Segundo informações divulgadas pelo g1 Mato Grosso, o processo é resultado da Operação Replay, deflagrada em julho deste ano pela Polícia Civil. As investigações apontaram a existência de uma estrutura utilizada para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio ligado à organização criminosa.

Além de Paulo Witer, foram denunciados sua esposa, Thawany Nunes Silva de Bulhões, a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, o ex-assessor parlamentar Brunno Passos da Silva e outros seis investigados. Conforme a Polícia Civil, o grupo teria participação em movimentações financeiras destinadas a sustentar as atividades da facção.

Na mesma decisão, o magistrado determinou o arquivamento das investigações contra outras sete pessoas, conforme solicitação do Ministério Público. Entre elas está Aldemir de Assis Campos, conhecido como "Tucão", que teve a prisão preventiva revogada.

A Justiça também estabeleceu prazo de cinco dias para a apresentação de relatórios, mídias e dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos durante as investigações. Os materiais deverão integrar a análise das provas no processo.

A Operação Replay foi realizada em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro, com cumprimento de mandados de prisão e medidas de bloqueio de bens e valores ligados aos investigados.

Com o recebimento da denúncia, os dez acusados deverão responder à ação penal, com direito à ampla defesa. A decisão não representa condenação, e as responsabilidades individuais ainda serão analisadas pela Justiça.