Ibama manda proprietário retirar gado da Terra Indígena Urubu Branco em Confresa

Resumo rápido

Uma operação realizada pelo órgão no ano passado identificou a presença de gado na área indígena e, agora, o órgão determinou a retirada dos animais após o proprietário ser identificado.

Ibama manda proprietário retirar gado da Terra Indígena Urubu Branco em Confresa
Operação constatou gado na Terra Indígena Urubu Branco e o Ibama mandou retirar os animais. – Foto: Reprodução/Arquivo da internet

Jolismar Bruno | Primeira Página 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) determinou, nessa quarta-feira (26), que um proprietário retire gado e outros animais domésticos da Terra Indígena Urubu Branco, em Confresa (MT).

Segundo o Ibama, durante a Operação Apoena, em dezembro de 2025, foi constatada a presença de gado na terra indígena. A ação tinha como foco a prevenção, fiscalização e o combate aos incêndios florestais e desmatamento na Amazônia.

Os fiscais do órgão ambiental constataram irregularidades ambientais, incluindo desmatamento, uso irregular do fogo e pecuária ilegal. O responsável pelos animais foi identificado na ocasião.

No local, foi expedida notificação determinando a retirada do gado no prazo de 30 dias, com vencimento em 18 de janeiro deste ano. Entretanto, apesar de o proprietário ter sido identificado, ele pôde ser notificado da retirada dos animais pois não estava no local.

Com isso, nessa quarta-feira, o Ibama publicou no Diário Oficial da União (DOU) um edital de notificação para retirada do gado e dos demais animais domésticos da terra indígena.

Em julho de 2026, a pedido da Justiça Federal, fiscais do Ibama estiveram novamente na Terra Indígena Urubu Branco, acompanhando servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e um oficial de Justiça Federal, que notificou os ocupantes irregulares para retirarem as estruturas e animais domésticos do interior da terra indígena no prazo de 60 dias.

“As medidas administrativas adotadas pelo Ibama ocorrem de forma independente da ação judicial e são tomadas à medida que são identificados ilícitos ambientais e seus responsáveis”, finalizou.