Caiado diz que Lula e Flávio brincam de 'esconde-esconde' e preferem discutir sobre Trump que educação no Brasil

Caiado diz que Lula e Flávio brincam de 'esconde-esconde' e preferem discutir sobre Trump que educação no Brasil

Caiado: Lula e Flávio fazem "esconde-esconde" sobre debates O candidato à presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (1º) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição, estão fugindo dos debates nacionais e criticou a atuação de ambos na política externa.

Caiado afirmou que Lula e Flávio brincam de "esconde-esconde" ao não confirmarem presença nos debates presidenciais.

Lula disse na última quinta-feira (30) que não irá nos debates “para ouvir bobagem”.

Já a campanha de Flávio, nos bastidores, diz que o candidato só irá se Lula for. “Por que eles não vão para o debate?

O debate está marcado, está certo?

Adiou de novo, o debate foi adiado, porque o Lula disse que não tinha como ir.

Aí o outro fala, 'se o Lula não for, eu não vou'.

Então, cada um está brincando de esconde-esconde com o outro.

E ninguém quer ir para o debate.

Qual é o projeto estruturante desse governo que está aí há 20 anos?

O outro não tem nada a apresentar, nunca governou.

Vai aprender a governar na cadeira do presidente?”, questionou Caiado.

O ex-governador de Goiás criticou a gestão de Lula nas relações internacionais e disse que o atual presidente é Flávio prejudicam o país “discutindo a dentadura” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Quaest em Goiás: Ronaldo Caiado 33% e Flávio Bolsonaro 27% de intenções de votos no estado no 1º turno Junior Guimarães/Governo de Goiás, Raul Spinassé e Ricardo Stuckert/Divulgação “Ninguém aguenta essa briga inútil dessa polarização.

Isso é algo que está prejudicando, está atrapalhando.

Você vem e briga com os Estados Unidos.

Agora mesmo Kassab e eu estávamos em Santa Catarina, o terceiro estado mais penalizado por essa briga.

Daqui a pouco arruma uma briga com o Paraguai, daqui a pouco se desentende com a Argentina.

Então, fica o Brasil, neste momento, em vez de discutir o problema da educação do filho aqui, que deseja ter uma boa escola, fica discutindo o Trump, a dentadura do Trump”, afirmou.

Caiado disse ainda que é um candidato mais competitivo que Flávio Bolsonaro porque não vai chegar no segundo turno “tendo que se explicar”. “Eu tenho 40 anos de vida pública e vocês nunca me viram envolvido em rachadinha, petrolão, mensalão, INSS, enriquecimento ilícito, master.

Então, cada um responde pelos seus atos”, declarou.

Questionado sobre a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por eventual atuação para beneficiar empresários em contratos da Dataprev, Caiado disse que o Brasil vive uma "monarquia onde o rei protege o príncipe" e afirmou que a fala serve também para Flávio Bolsonaro. "Não fica apenas no caso do Lulinha, desse lado aì.

Eu não passo pano em relação a qualquer tipo de comportamento, que saia daquilo que é o se espera de um presidente da República.

Se eu tenho uma presidência da república hoje para ficar acudindo filhos.

A que ponto nós estamos chegando?

Na verdade, é uma monarquia onde o rei vai ficar cuidando do príncipe" Ronaldo Caiado deu as declarações na convenção estadual do PSD que oficializou a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal.

Caiado estava acompanhando de Gilberto Kassab (PSD), presidente nacional do partido e candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador goiano.

Impacto da disputa no DF na eleição nacional Questionado sobre derrotar o bolsonarismo no Distrito Federal, Caiado disse que padrinho não ganha eleição e lembrou que derrotou o candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na eleição municipal de Goiânia.

A chapa bolsonarista no DF deve ter a atual governadora Celina Leão (PP) acompanhada da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. "Você ganha a eleição com quem tem liderança e quem tem voto.

Padrinho em campanha, não decide essas coisas.

Ninguém herda liderança, se constrói liderança.

Eu já estou acostumado.

Já tentaram ir me derrotar em Goiás e eu ganhei"