Veja vídeo – Jayme chora após derrota, vê desonestidade e critica “traidores”

Senador amargou derrota durante convenção do UB e teve projeto ao Governo barrado pelo partido.

Veja vídeo – Jayme chora após derrota, vê desonestidade e critica “traidores”
Foto: Reprodução

Gabriel Rodrigues e Patrícia Sanches | RDNews

O senador Jayme Campos não escondeu o descontentamento após ser vetado de disputar o Governo de Mato Grosso pelo União Brasil durante a convenção estadual nesta quinta-feira (30), apontando que enfrentou uma luta desigual nos bastidores para que o partido caminhasse com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Foram 30 votos para uma coligação com o Republicanos, 19 a favor de Jayme, uma abstenção e um voto nulo.

Durante o seu discurso pós-derrota, Jayme chorou ao valorizar a coragem do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, um dos poucos a encampar de vez apoio ao projeto do partido. Assim, Jayme mirou na batalha que enfrentou ao se opor ao projeto do ex-governador Mauro Mendes, de apoiar Pivetta, mesmo ele não pertencendo à federação com UB e PP, afirmando que “prevaleceu o famoso rolo compressor, o poderio econômico”.

Não foi uma eleição tranquila, não. Não foi uma eleição transparente. Não foi uma eleição republicana. Ela nada mais foi do que a força do poder do Estado, sendo feito acordo às caladas da noite, buscando as pessoas mais fracas, aqueles que muitas vezes não têm personalidade, não têm dignidade, de pessoas que fazem, de qualquer mandato ou de quem quer que se use, muitas vezes um instrumento, ou seja, um balcão de negócio”, alegou – veja vídeo:

 

 

Deste modo, Jayme também reclamou dos “traidores” que teriam tramado e até se vendido durante a convenção: “Se enganam os meus adversários, os traíras e os traidores, Jayme nunca vai abaixar cabeça para ninguém. Jayme nunca ficará de joelho ou de quatro”.

O deputado estadual Júlio Campos lamentou a decisão da maioria dos convencionais por rejeitarem o seu irmão, mas pregou nos próximos dias eles e seu grupo político vão deliberar sobre os próximos passos e se seguirão com Pivetta ou não.

“A gente tem que saber perder, tem que reconhecer que, lamentavelmente, quem não quer candidatura própria é a maioria dos convencionais do membro do Partido. Então, essa decisão tem que ser soberanamente respeitada”, disse.