Mauro Mendes e Fábio Garcia Rebatem Acusações em Investigação da Operação Heritage

Resumo rápido

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, desmente irregularidades em acordo de R$ 308 milhões com a Oi S.A., enquanto o deputado Fábio Garcia refuta envolvimento, atribuindo a investigação a adversários políticos.

Mauro Mendes e Fábio Garcia Rebatem Acusações em Investigação da Operação Heritage

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), se manifestou contra as acusações de ilegalidades no acordo de R$ 308 milhões firmado entre o governo do estado e a Oi S.A. Mendes, que foi citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Operação Heritage, defendeu a legalidade do acordo, afirmando que ele foi revisado por diversos procuradores e homologado pela Justiça, além de ter sido considerado vantajoso pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público.

Durante a operação, que ocorreu em 6 de agosto de 2026, a Polícia Federal realizou buscas em sua residência, onde confiscou seu passaporte. O ex-governador declarou que os fundos que receberam os recursos do acordo não têm relação com ele ou sua família e atribuiu a denúncia a uma tentativa de seus adversários políticos, como a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o ex-governador Pedro Taques (PSB), que também são candidatos ao Senado nas próximas eleições.

Mendes criticou o relatório da Polícia Federal, que resultou na autorização da operação pelo STF, afirmando que se tratava de um “copia e cola” das denúncias feitas por Taques, com informações enganosas que induziram as autoridades a investigá-lo. Ele também mencionou que houve pressão política para a abertura da investigação contra sua pessoa.

O deputado federal Fábio Garcia (União), que também foi citado na decisão do STF, publicou um vídeo negando qualquer participação no acordo com a Oi S.A. Garcia, que não foi alvo de busca e apreensão, reafirmou que a operação não passou pela Casa Civil durante seu mandato e criticou as tentativas de envolvê-lo na investigação.

A decisão do STF que autorizou a Operação Heritage destaca um inquérito que investiga supostas práticas delituosas atribuídas a Mauro Mendes e outros envolvidos, incluindo o deputado Fábio Garcia e o Conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda. As investigações apontam para indícios de um grupo organizado que teria praticado crimes contra o sistema financeiro nacional, como peculato e lavagem de dinheiro.

O acordo entre o governo de Mato Grosso e a Oi S.A. foi firmado em abril de 2024, com o estado reconhecendo que a cobrança era inconstitucional e comprometendo-se a devolver R$ 308.123.595,50. No entanto, a Polícia Federal questiona a legalidade do processo, apontando que o acordo não foi publicado em Diário Oficial e que houve indícios de irregularidades no cálculo da restituição e na competência da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para negociar questões tributárias.