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Caminhada da Fé reúne peregrinos em percurso de 13 km em Campinápolis

13ª edição da Caminhada Decolores foi realizada no dia 12 de outubro, com saída da Igreja Matriz e chegada à Comunidade Nossa Senhora Aparecida, onde foi celebrada uma missa campestre.

Caminhada da Fé reúne peregrinos em percurso de 13 km em Campinápolis
Foto: Reprodução/Mix Agora TV

Por: Adailson Pereira

A devoção a Nossa Senhora Aparecida reuniu fiéis de Campinápolis e de municípios da região na 13ª edição da Caminhada Decolores, também conhecida como Caminhada da Fé, realizada na segunda-feira (12), feriado nacional dedicado à padroeira do Brasil. Organizado pela Paróquia Senhor Bom Jesus, o evento é marcado por momentos de oração, agradecimento e renovação da fé.

A caminhada teve início às 3h, na Igreja Matriz Senhor Bom Jesus, e seguiu por aproximadamente 13 quilômetros até a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, localizada na região da Placa da Nativa. No destino, os peregrinos participaram de uma missa campestre, encerrando o percurso religioso.

Ao longo do trajeto, foram disponibilizados pontos de apoio para atender os participantes. A romaria contou com fiéis de diferentes idades, famílias inteiras e peregrinos de municípios como Nova Xavantina, Novo São Joaquim e Água Boa, além de moradores da zona rural e dos projetos de assentamento Santo Idelfonso e Santa Célia.

 

Tradição de fé

De acordo com Henrique Policarpo, um dos organizadores, a caminhada surgiu a partir do crescimento do grupo cursilhista na comunidade e da devoção dos fiéis a Nossa Senhora Aparecida.

“A comunidade foi criada em 1975 e, devido à devoção a Nossa Senhora Aparecida, achamos por bem organizar a romaria até aqui”, explicou.

Segundo ele, o evento cresceu ao longo dos anos, acompanhando as melhorias no acesso à comunidade e o aumento do número de participantes. No início, o percurso era feito por estradas de chão, o que tornava o deslocamento diferente das condições atuais.

“É um momento de renovação da fé, momento de devoção, onde acolhemos peregrinos que vêm de Novo São Joaquim, Nova Xavantina, Água Boa, da zona rural e dos assentamentos”, afirmou Henrique.

 

Fé que atravessa gerações

Para muitos participantes, a caminhada representa mais do que um percurso físico. A tradição está ligada à história familiar, às experiências pessoais e à gratidão pelas bênçãos recebidas.

A peregrina Gislene Aparecida participa do evento há cinco anos e conta que começou a frequentar a caminhada por influência da mãe e da avó, ambas devotas de Nossa Senhora Aparecida.

“Minha mãe sempre vinha e minha avó era devota de Nossa Senhora, e eu comecei a vir devido a elas”, relatou.

Gislene também compartilhou uma experiência marcante vivida durante a peregrinação. No ano passado, participou da caminhada grávida, mas ainda não sabia da gestação.

“Eu não faço promessas, eu venho mesmo em forma de agradecimento pela saúde da minha família, pelo meu filho. É uma fé que não tem explicação”, disse, emocionada.

Outra participante é dona Vina, que acompanha a caminhada há 12 anos. Para ela, a devoção está relacionada a diversas experiências familiares que considera graças alcançadas.

Entre as lembranças, ela destaca a recuperação da neta mais velha, que passou por uma cirurgia na cabeça aos quatro anos. Atualmente, a jovem tem 17 anos e, segundo a avó, não ficou com sequelas.

“Tem meus outros netos, minha perna quebrada, são tantas bênçãos e milagres recebidos que a gente nem lembra de todos. Tudo pela fé, primeiramente a Deus e a Nossa Senhora Aparecida. Enquanto vida eu tiver e der conta de andar, estarei aqui”, afirmou.

 

Peregrinos de outros municípios

A caminhada também atrai participantes de cidades vizinhas. Lainne Borges, de Nova Xavantina, participou pela segunda vez e destacou a presença de pessoas de diferentes gerações ao longo do percurso.

“É tudo muito lindo, a gente vê a fé das pessoas, muitas famílias, crianças, pessoas de idade, e a importância da nossa Mãe, que cuida de todos os seus filhos”, contou.

Para ela, a participação de peregrinos de diferentes municípios demonstra a força da devoção a Nossa Senhora Aparecida e o desejo dos fiéis de fortalecer a espiritualidade.

 

Resgate da religiosidade popular

O padre Magal destacou a importância da peregrinação como manifestação da religiosidade popular e como forma de recuperar tradições que marcaram a vida das comunidades católicas em décadas anteriores.

“Primeiramente, nós temos que louvar e agradecer a Deus. Esta peregrinação é uma devoção popular e ajuda a resgatar aquilo que as famílias viviam nas décadas de 70 e 80, que tinha dado uma sumida”, afirmou.

Segundo o sacerdote, a retomada dessas práticas religiosas contribui para fortalecer a fé e aproximar as famílias da Igreja.

Realizada anualmente em 12 de outubro, a Caminhada Decolores mantém viva a tradição de reunir pessoas em torno da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Para os peregrinos, os quilômetros percorridos representam um gesto de fé, gratidão e esperança, renovado a cada edição.