Aumento de Casos de Gripe em Cuiabá: Crescimento de 75% em Um Ano
Cuiabá registra um aumento alarmante de 74,95% nos casos de gripe, com crianças sendo as mais afetadas, enquanto os casos de Covid-19 apresentam uma queda significativa de 88,39%.
Os casos de gripe em Cuiabá dispararam, com um aumento de 74,95% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados no Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios pela Secretaria Municipal de Saúde.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29 de 2026, foram contabilizados 2.386 casos de influenza A e B, sendo 1.858 deles de moradores da capital. Em 2025, no mesmo período, haviam sido registrados apenas 1.062 casos. A Vigilância Epidemiológica atribui esse aumento à maior circulação de vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames realizados este ano.
Crianças de até 6 anos lideram as infecções, com 966 casos registrados, seguidas por adultos de 15 a 59 anos (673 casos), crianças e adolescentes de 7 a 14 anos (572 casos) e idosos com 60 anos ou mais (175 casos). Embora as crianças sejam o grupo mais afetado, os idosos são os mais vulneráveis às complicações da gripe, com 14 das 16 mortes registradas na capital ocorrendo entre pessoas acima de 60 anos.
Enquanto isso, os casos de Covid-19 em Cuiabá continuam a diminuir, com uma queda de 88,39%. O número de notificações caiu de 1.043 em 2025 para apenas 121 em 2026. A taxa de mortalidade por Covid-19 no município é classificada como "muito baixa".
Diante desse cenário preocupante, a Secretaria Municipal de Saúde enfatiza a importância da vacinação contra a gripe, que está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é recomendada para grupos prioritários, incluindo idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores.
A secretaria também orienta que, em caso de sintomas gripais, as pessoas devem seguir medidas de prevenção, como higienizar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, e buscar atendimento médico se houver sinais de agravamento, como falta de ar ou febre persistente.

















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